Era verão. Chovia, estou quase certa que sim. Eu que quase não fui estava sem saber onde tudo isso iria dar.
Não nos conhecíamos, nem se quer sabíamos da existência uma da outra. É dessas coisas que acontecem para aqueles que nada procuram e que nada esperam. Cada vez mais me apego a ideia de que o segredo é não esperar que as coisas aconteçam. Distrair-se com a limpeza da casa, a arrumação das camas, o entulho na garagem, as aulas da semana. Não procurar, eis o mistério.
Tinha um disco na vitrola, um cigarro acesso e os meus olhos nos dela. Chovia.
Como começar uma conversa se ela não fuma e eu não sei dançar, pensei. E a vitrola a dizer que foi só por um segundo ,todo tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu. Eu estava perdida.
Ensaiava aproximações com as intenções exposta na fase.
Resolvi chama-la pra dançar. Mesmo sem saber. Ela aceitou(Meu Deus!! E agora!!)
Ela disse para eu ter calma e seguir as batidas da música.
Ah!! A Música. Feita pra nós, feita para aquele momento. O Nome da cantora, não sei, acho que é Maria.
A voz dela, sim, eu me lembro. Mas não sei se era ela ou a moça em meus braços que sussurrou em meus ouvidos_ ´´Eu vi, pois é, eu reparei. Seus olhos buscaram nos meus o mesmo pecado febril´´
Acordei com dores nas costa, pois havia dormido no sofá, livro da Clarice nas mãos e o ronco da minha tia. Cristo!! como ronca aquele ser!!

2 comentários:
ri muito
uhauahahuhuahuahuahuhuaua
tava indo TAUM TAUM BEM
uahuauhauhuahuahuha
hahahahhahaha
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