Temos uma estranha mania de cultivar esperanças. E as cultivamos em redoma de porcelana, regando-as com as mais puras águas e adubando-as com as melhores fantasias recem-fabricadas.
Temos sim essa estranhissíma mania de interpretação. Qual quer coisa serve de material:
Olhares, sorrisos, frases soltas, objectos esquecidos, amigos em comum,gostos em comum.
Encaixamos o outro em projecções perfeitas, atribuído-o falas, cenas e sentimentos e acções.
Derrepente se descobre que esse outro não é exactamente isso que projectamos, que esse outro tem vida própria, desejos e vontades diferentes do que imaginava-mos.
Prefere vinho à cerveja
Arroz e feijão à pizza
Suco natural à coca-cola
Café filosófico à TLW
Fenomenologia à Psicanálise
E o pior de tudo.. Ainda por cima prefere Skinner à Freud.(Absurdo)
Como não ter notado, enxergado isso antes?

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