Menina, para com isso!
Pare de me tomar assim
Como algo sempre teu.
Para, menina, de me fazer perder limites.
Pare de invadir os cantos escuros.
Caso você prometa parar eu te faço um convite,
Abro a porta e te faço um café,
Te convido a um jantar , a sentar-se no meu sofá.
Mas, menina, para de ficar me descobrindo.
Assim fico envergonhada, sabe. Fico mesmo com
Vergonha de te ver assim dissecando meus segredos,
Adivinhando meus pensamentos.
Sabe, porque você não se contenta com meus suspiros,
Querendo sempre mais, parece até que numa esquina
Você vai acabar encontrando minha alma.
E o pior de tudo isso é que minha alma quer tanto você.
Agora que estamos sentados no sofá te ofereço um cigarro
Mas pra minha surpresa nem minha boca e muito menos
Minhas mãos são minhas, e eu que pensei que podia dizer não.
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