sexta-feira, 17 de julho de 2009

V

Jogar é viver e não jogar é a forma mais covarde de encarar esse fato
Optar por não jogar é se declarar uma peça do jogo
Um jogo que não acaba nunca e nunca acaba empatado.
Eu sei, sim ,eu bem sei que jogar não é meu dom
Você ganha o jogo e eu perco a direção
Perco o sono, o bom-senso,
Permaneço em carne viva, em sangue escarlate
fluindo escuridão a dentro.
Apesar de odiar perder
Vivo constantemente descontrolada
Vivo a espera de uma epifania
Dessas que me façam querer mudar
Querer ser o outro lado
Mas tem que ser dessas epifanias que não me deixem possibilidades de escolha
Avessa que sou a mudanças.
E que mudanças acarreta perdas
Perdas engloba vazio
Vazio se junta ao silencio
E me faz entrar em contado intimo com o mais secreto de mim..
Não sei se posso chegar tão longe
Não sei se saberia voltar e encarar o jogo , da mesma forma.
Um amigo me disse que meus textos são bons mas são superficiais porque ,neles, eu falo em terceira pessoa como que com medo de me expor. No dia eu não soube o que dizer mas hoje eu diria..´´é que o jogo exige exposição e eu não sei jogar´´ porque eu não sei ser superficial quando se trata de mim, por isso falo em terceira pessoa. É fácil falar de coisas distantes. Inventar personagens, camuflar historias.
Mas,oh, o jogo tem vida própria e as vezes escapole das tuas mãos como agua escapulindo por entre os dedos e ai você perde o controle, sim, e diferente de mim, não sabe o que fazer.
Ser descontrolada tem lá a suas vantagens
Não se perde nada ,pelo contrario ,ganha-se sempre.

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primavera

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Uma louca aprediz de poeta que faz psicologia e almeja se tornar psicanalista..Passional em tudo faz e sente!

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