Ontem foi a primeira vez que me dei conta do que estávamos fazendo num laboratório didático: Estávamos condicionando um ser a fazer o que queríamos. Sabe,é engraçado como as opiniões mudam se os sujeitos e as situações mudam. Somos a favor do pensamento livre, do direito de termos nossas próprias opiniões e decidirmos sozinhos qual é o melhor caminho a ser seguido. Nunca que aceitaríamos condicionar uma pessoa a fazer aquilo que esperamos que ela faça. Mas ali no laboratório estamos condicionando um rato(de olhos bem vermelhos e uma calda consideravelmente grande),um simples rato, que não pensa,não tem sentimentos,não tem opinião própria ... Um rato.
No começo foi difícil,o rapaz,digo, o rato ,não estava muito a fim de cooperar, mas depois de algumas sessões extras lá estava ele praticamente casado com a tal da barra, a cada nova sessão ele nos orgulhava mais ,a cada nova sessão ela prova que somos boas condicionadoras.
E afinal de contas um rato tem vida curta,um rato não faz nada da vida mesmo, ao menos esse rato vai nos ajudar a termos nota no final do semestre, olha só que coisa mais útil para um rato!
E o mais comovente é que ,gentilmente,colocamos no rato o sagrado nome: Lacan.
É,eu sei bem o que voce está pensando ou provavelmente me diria: ´´Voces condicionaram o Lacan? É, meus caros, nós confirmamos aquela maravilhosa frase de Skinner: Todo sujeito é passível de condicionamento.

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