segunda-feira, 11 de maio de 2009

Depois a tarde atrofiava os músculos,depois o tédio atrofiava o cérebro,e foi assim,depois que o pulmão virou fumaça. Bem,não era nada,nem era alguém. Já não era. E se fosse,no vai e vem dessas ideias cansadas, qualquer um perderia seus sentidos. Ia dando descaso à vontade de falar,fechando-se à vontade de ouvir,mostrando as pálpebras para não olhar,deitava de bruços para as palmas não tocar. Depois afogando-se na preguiça, no mar de sono posto um travesseiro,foi o fim. Dormindo um tempo que não tinha,desistindo de desistir da desistência, guardando um ultimo suspiro,um ultimo impulso pro fim que se anunciava como uma nova tentativa de começo. Abrido os olhos,mostrava as pupilas para alguém que a olhava por entre a alternância do obscuro e da luminosidade que incidia nos poros,nos pelos. Que invadia os cantos mais secretos,trazendo à mãos a vontade de dar carinho, trazendo à boca o desejo de receber um convite,quiçá, uma invação.
Chegando à manha,os músculos relaxados,o cérebro oxigenado,os pulmões expandidos,pensara,em dar mais uma chance a vida.
(micas/gê)

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primavera

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Uma louca aprediz de poeta que faz psicologia e almeja se tornar psicanalista..Passional em tudo faz e sente!

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