segunda-feira, 30 de março de 2009

Não escrevo para mim. Não escrevo achando que as palavras vão mudar alguma coisa.
Não escrevo para aplacar o vazio,o silêncio.
Escrevo por não saber fazer outra coisa,escrevo por não suportar guardar as palavras em mim. Não escrevo notícias,historias,fatos. Não escrevo poesias. As palavras mentem e eu minto enquanto escrevo. É minha forma de protecção.
Não é para você que escrevo, escrevo porque preciso me expor mas quando vejo tudo ali exposto,não me reconheço,não me vejo nas palavras que fabriquei.
São só palavras,nada alem de palavras. Quem dera soubesse eu fabricar rosas , elas não falam,são mais verdadeiras.
Não pense que há sentimento no que escrevo,em verdade sou muito pobre de sentimentos.
Posso avistar a chuva chegando ,trazendo o frio. Fico aflita de repente,as palavras somem, é que no frio meu coraçao se aqueçe e minha capacidade de mentir se esvai como a fumaça do cigarro que acendo para manter a postura sóbria.

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primavera

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Uma louca aprediz de poeta que faz psicologia e almeja se tornar psicanalista..Passional em tudo faz e sente!

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