segunda-feira, 30 de março de 2009

Não escrevo para mim. Não escrevo achando que as palavras vão mudar alguma coisa.
Não escrevo para aplacar o vazio,o silêncio.
Escrevo por não saber fazer outra coisa,escrevo por não suportar guardar as palavras em mim. Não escrevo notícias,historias,fatos. Não escrevo poesias. As palavras mentem e eu minto enquanto escrevo. É minha forma de protecção.
Não é para você que escrevo, escrevo porque preciso me expor mas quando vejo tudo ali exposto,não me reconheço,não me vejo nas palavras que fabriquei.
São só palavras,nada alem de palavras. Quem dera soubesse eu fabricar rosas , elas não falam,são mais verdadeiras.
Não pense que há sentimento no que escrevo,em verdade sou muito pobre de sentimentos.
Posso avistar a chuva chegando ,trazendo o frio. Fico aflita de repente,as palavras somem, é que no frio meu coraçao se aqueçe e minha capacidade de mentir se esvai como a fumaça do cigarro que acendo para manter a postura sóbria.

sábado, 28 de março de 2009

Ela

Ela se guardava.Porque e para quê? Para o que estava ela se poupando? Era um certo medo de sua capacidade,pequena ou grande.Talvez se contivesse por medo de não saber os limites de uma pessoa e agora era ela que sentia a vontade de ficar só e só descobrir do que é capaz, ela queria,sozinha,aprender a ser. Para o que ela nascera não sabia mas tinha consciência da infinidade de coisas que poderia fazer e tinha agora a responsabilidade de ser ela mesma. Nesse mundo de escolhas,ela parecia ter escolhido. Mas,ao que parece,ela não conseguia se desprender dos outros,da voz dos outros. Sempre ouvira atentamente aqueles que se dispunham a ensinar alguma coisa e agora que ela já sabia tudo que tinha que saber,não conseguia se distanciar. Queria estar só,isso agora é questão de honra.
Fechou os olhos e deixou que a música se misturasse com ela,lavasse sua alma dos medos e das culpas. Ela estava a um passo da metamorfose e estava bebendo vodka quando o interfone tocou e a única pessoa que tinha o poder de tira-la desse contacto intimo com ela mesma adentrou a porta,se sentou ao lado dela, retirou-lhe o copo.Esta pessoa sabia lhe dar com ela,sabia dizer não o que ela queria ouvir mas o que ela precisava.
Tantas magoas uniam os dois. Uma relação feita a base de farpas e insultos. Tantas vezes os dois se despediram,se odiaram...Tantas vezes já se desculparam. Mas agora nesta fase metamoforsica ela queria estar livre de todas as amarras,sem exeção. Precisava disso,de isolamento e diria isso a quem quer que fosse.
O caminho para o auto-conhecimento é uma estrada que se trilha só.Pode haver dor. Ela suportava a dor mas não suportava causar dor. Outro motivo para ficar só.
Somos uma estranha mistura de ódio e amor, medo e ternura;Somos a um tempo a guerra e a paz.

quarta-feira, 25 de março de 2009

vida loka

Vou te contar. Não há nada mais imprevisível do que a vida! porque?,veja bem:
A pessoa arquitecta sua vida,constroi seus planos,projetos,sonhos,metas e o escambal e as três da tarde de um domingo qualquer bate de frente com o muro só porque foi trocar o CD.
Descuido! Não. Imprevisibilidade da vida ou destino se assim voçe preferir.Por esse motivo eu me privo de certas frustrações típicas como ficar imaginando como será minha vida daqui cinco anos ou como eu agirei na próxima vez que aquela tão sonhada oportunidade me for dada.Nunca se sabe para onde se estar indo antes de se chagar lá,pelo menos eu não consigo.Porque é tão tortuoso o caminho,tão cheio de atalhos,curvas,desvios,pedras,flores. A pessoa pode esquecer para onde estava indo e ficar admirando uma flor dessas que só nasce nas encostas das estradas ou talvez os pés já não aguente a dor da caminhada e ela se jogue na primeira sombra que encontrar.
O que eu estou querendo dizer é que só a mudança é permanente. A pessoas arquitetam sua vida e derrepente num desses vendavais tudo se esvai como perfume barato ou não volta como agua de de torneira ou palavra não dita.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Vamos lá,senta aqui na minha frente,olhe nos meus olhos vamos ver o que conseguimos fazer juntas já que só não atravessamos nem a porta.Vamos juntar nossas dores,bate-las no liquidificador dividi em porçoes iguais,ingeri-las de uma vez só, vomita-las se nao aguentarmos,expolas em poemas se a dor for lirica demais,frequentar bares e jornais. Vamos lá,senta aqui,olha nos meus olhos e se enxergue neles ,e deixa eu me ver nos seus, ai,dizemos boa-noite e durmimos.
Ainda ando pelas mesmas ruas olhando sempre as mesmas coisas,
Talvez eu te encontre ali,
Talvez trombe contigo em uma dessas esquinas,
Talvez voçe me reconheça ou esteja ocupada,esstressada,atrasada.......sei lá.
Talvez eu sorria pra ti,acenda teu cigarro,te chame pra umas cervejas,abra a porta do carro.Quem sabe um dia eu venha a conhece-la melhor,saber sobre as coisas que ama,odeia,repudia,deseja,nega.
Quem sabe um dia voçe me deixe atravessar a porta e até me convide pra sentar.
Ás vezes acho que conheço voçe,de outros carnavais com outras fantasias,acho que tenho o controle,acho até que posso me sobressair,mas no instante seguinte voçe escapa por entre os dedos e vai embora sem olhar pra trás.
E eu fico a me perguntar se tudo isso não passa de um devaneio,se na verdade nunca a tenha visto ou sentido,se ao passar pelas ruas te enxergo somente porque meu desejo é maior que realidade que me cerca. Não sei,não sei .......

quinta-feira, 19 de março de 2009

E de tudo que ela poderia ser optou pela multiplicidade.
Optou por não ser a mesma dois dias seguidos;
Optou por nao levar uma vida de cartas marcadas onde tudo se encaixa;
Optou por nao ter que optar entre isso ou aquilo;

domingo, 15 de março de 2009

embalos de sexta

Numa noite assim,a brisa que inundava o quarto vinha de um mar iluminado pelos raios de prata da mais bela lua e o desejo não se conteve.Tudo começou num olhar distraído que,talvez,fosse para outra pessoa mas acabou caindo no seu olhar.
Não importa se foi acaso ou destino.O tempo parou,o coração pulsou, mãos,bocas,desejo.Desejo de um ser o outro.Palavras sussurradas entre o estalar dos lábios,entre os suspiros.
Fizeram amor como se não houvesse amanha.Se entregaram com tal avidez como se soubessem desde o inicio que o fim estava próximo,que mais cedo ou mais tarde a sensação de amar e estar sendo amado iria passar como tantas vezes já acontecera a ambos.Mais ali,não tinha passado nem futuro,apenas o instante,o encanto,corpos colados,mãos se procurando,bocas se perdendo..........Desejo,nada alem de desejo.Por saber que isso acabaria almejavam fazer daquele instante um eterno momento,como profetizou o poeta.
Sabiam que ao se levantarem,ao vestirem as roupas,ao abrirem a porta,nunca mais seria a mesma coisa,nunca mais haveria tanto desejo.E cada vez que pensavam nisso,se amavam mais se entregavam mais.
Mas ninguém pode deter a alvorada,o dia nasceu e enquanto um desaparecia na esquina o outro acordava e tudo que houve naquele quarto ficou guardado em algum ponto do tempo e,em breve,o perfume se desprenderia dos lençóis.
A chama apagou-se. Só restaram cinzas.

Montilla

Eu não queria que fosse tudo tão assim,tudo tão rolando pra salvação ou pra perdição.E tudo,as vezes por questão de pendurar-se um segundo a mais ou a menos num minuto.Tudo,as vezes questão de mão dada ou recusada,tudo questão de um passo a mais ou a menos.Talvez voçe não ache isso.Eu acho.
O envolvimento é insensível e acontece por acumulação,por estrangulamento.Sei que estou usando palavras que talvez lhe soem forte demais,mais foi assim quem me senti:encostada na parede com vontade de gritar.
voçe finge que não há problema e eu fingo que nãosalvação.

sábado, 14 de março de 2009

nunca morrer assim,de um sol assim. Tão sugestivo é viver,tão mais fácil é esqueçer.
esqueçer uma frase,esquçer um olhar.Nunca morrer assim. Num dia em que as possibilidades explodem na sua cara.queria poder dizer tudo que esta preso na garganta,queria poder gritar,mas me tiraram essa liberedade e agora estou em meio ao caos,no caos que voçe trouxe pra mim. nem sei se te agradeço ou de bato.não faço nada. Apenas olho sua passagem,apenas ,guardo em mim as as cartas que não te escrevo.Nunca morrer assim.

primavera

Minha foto
Uma louca aprediz de poeta que faz psicologia e almeja se tornar psicanalista..Passional em tudo faz e sente!

indicaçoes

  • Musica: Chico buarque e caetano veloso
  • Dicas de leitura: Psicologia das massas e análise do eu;Narcisismo:um introdução;Mal-estar na civilização(freud)...
  • ´´As horas´´ filme otimo

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